O auditório da Câmara Municipal do Novo Gama, no entorno do Distrito Federal, ficou pequeno para tantas pessoas que participaram da audiência pública do Movimento Cresce Goiás (MCG). E a discussão girou em torno de como dar à cidade uma independência em relação à Brasília; assim como aconteceu em Aparecida de Goiânia na administração do PR (1997-2008). Tanto que as manifestações públicas se deram mais dentro do espaço em que se discutiu as melhorias feitas pelo hoje vice-governador Ademir Menezes quando prefeito de Aparecida.
O deputado federal e presidente do PR em Goiás, Sandro Mabel, e o vice-governador falaram da necessidade de se atrair empresas para a cidade e melhorar a infraestrutura para que as pessoas parem de ir até Brasília para trabalhar. “Se conseguir emprego na cidade em vez de Brasília, o trabalhador vai ganhar mais tempo para ficar com a família, estudar, fazer outras coisas, porque não vai perder horas e horas num ônibus apertado”, disse Ademir.
O secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Novo Gama, José Pacífico Neto (PMN), reclamou que a cidade não tem mais áreas públicas que possam ser cedidas pela Prefeitura para empresas interessadas em se instalar na cidade. “Precisamos de um apoio do Estado para negociar isso.”
Sandro Mabel comentou da necessidade de se recuperar e duplicar as rodovias que cortam a cidade, entre elas a que vai até o Lago Azul. O prefeito de Novo Gama, João Pacífico (PSDB), contou que pretende adotar iniciativas parecidas como a de Ademir, em Aparecida, para gerar mais recursos para a cidade. A ex-prefeita Sônia Chaves (PR) também deu muitas sugestões.
O diretor da ONG Instituto de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente, Adalberto Silva, salientou a importância de se investir também na educação profissionalizante, senão, mesmo com a instalação de novas indústrias, a população vai continuar indo para Brasília. “Porque as indústrias querem gente capacitada e se não estivermos preparados, eles vão contratar gente do Distrito Federal”, explicou.
Outros assuntos também foram debatidos na audiência. A professora Isabel Cristina dos Santos, 34, informou que o PR Mulher foi criado há cerca de um mês em Novo Gama e já conta com duas bandeiras principais e mais de 20 mulheres integrantes. “Temos professoras, faxineiras, médicas, enfim todas as profissões e níveis sociais. E nossas bandeiras hoje são a luta por criação de mais creches e de cursos profissionalizantes para que as pessoas possam gerar renda aqui na cidade.”
O vereador Afrânio Pimental (PR) veio de Valparaíso de Goiás para sugerir ao MCG a criação de uma rodoviária modelo na região, para que os milhares de nordestinos e descendentes que vivem ali pudessem viajar para a terra de suas famílias sem precisar passar em Brasília (DF). “Podia até ter um shopping junto, isso iria dar uma boa movimentada no comércio daqui”, comenta o vereador. Sua sugestão foi bastante aplaudida.
A administração que o prefeito Vanderlan Cardoso vem fazendo em Senador Canedo desde 2005, também chamou a atenção dos participantes. A estudante Nwefrance Morais de Souza, 32, viveu uma década em Senador Canedo, até 2007, quando se mudou para Novo Gama. “Na época que eu morava lá, a cidade não tinha nada, só o lixão. Agora quando eu vou para lá não reconheço a cidade. É outra. Melhorou muito. Dá até vontade de voltar”, comentou.
Ainda segundo Nwefrance, a iniciativa do PR em chamar lideranças de outros partidos para juntos participaram do MCG e ouvirem a população é um avanço dentro do sistema político. “Os políticos estão deixando de fazer seus projetos de dentro dos gabinetes para fazer algo a partir do que a população cobra. Aqui os políticos escutam e não censuram ninguém. Nunca vi isso antes.”
segunda-feira, 8 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Saúde e Educação dominam debates em Sanclerlândia
Em Sanclerlândia, dois temas dominaram o debate promovido pela caravana do Movimento Cresce Goiás (MCG): saúde e educação. E nas duas oportunidades surgiram duas idéias a partir do debate entre a população e as autoridades políticas presentes: um consórcio entre os municípios para implantação de projetos e programas regionais na área da Saúde e a avaliação do potencial de cada cidade para determinar em que áreas da educação o poder público deve apostar.
O debate sobre saúde começou com a queixa de um morador a respeito da falta de médicos especialistas na cidade. O deputado federal e coordenador do MCG Sandro Mabel pediu então que ele desse alguma sugestão. “Estamos aqui para ouvir vocês e não para falar”, explicou. O morador pediu reforço do poder público na área.
Então começaram os prefeitos vizinhos, também presentes à audiência a falar sobre a situação em seus municípios. Reclamaram da falta de recursos para investir do jeito que gostariam. Foi quando um outro morador, incentivado por Sandro Mabel e pela fala do prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso, deu a idéia da união entre os municípios.
A sugestão foi logo abraçada pelas autoridades presentes e incentivada por Vanderlan. Os prefeitos da região presentes saíram da audiência com a expectativa de uma nova reunião entre eles para debater a questão.
Outro assunto discutido no encontro foi educação. A diretora da UEG em Sanclerlândia, Marlene Luíza de Assunção, falou que a instituição precisa aumentar sua estrutura na cidade. Daí surgiu um debate sobre a existência de uma avaliação para saber se a UEG oferece os cursos que atendem a demanda regional. Não existe essa avaliação. Mas todos concordaram da necessidade da mesma.
O debate sobre saúde começou com a queixa de um morador a respeito da falta de médicos especialistas na cidade. O deputado federal e coordenador do MCG Sandro Mabel pediu então que ele desse alguma sugestão. “Estamos aqui para ouvir vocês e não para falar”, explicou. O morador pediu reforço do poder público na área.
Então começaram os prefeitos vizinhos, também presentes à audiência a falar sobre a situação em seus municípios. Reclamaram da falta de recursos para investir do jeito que gostariam. Foi quando um outro morador, incentivado por Sandro Mabel e pela fala do prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso, deu a idéia da união entre os municípios.
A sugestão foi logo abraçada pelas autoridades presentes e incentivada por Vanderlan. Os prefeitos da região presentes saíram da audiência com a expectativa de uma nova reunião entre eles para debater a questão.
Outro assunto discutido no encontro foi educação. A diretora da UEG em Sanclerlândia, Marlene Luíza de Assunção, falou que a instituição precisa aumentar sua estrutura na cidade. Daí surgiu um debate sobre a existência de uma avaliação para saber se a UEG oferece os cursos que atendem a demanda regional. Não existe essa avaliação. Mas todos concordaram da necessidade da mesma.
quarta-feira, 3 de março de 2010
12 partidos políticos reunidos para o MCG em Iporá
A audiência do Movimento Cresce Goiás (MCG) na Câmara Municipal de Iporá, na noite de segunda-feira, foi a prova definitiva de que a iniciativa é totalmente suprapartidária. Nada menos que 12 partidos políticos enviaram representantes para ouvir da população suas carências e sugestões para melhorar a cidade. A presença em massa dos partidos políticos foi correspondida pelo público, que compareceu em massa e lotou o auditório da Câmara de Vereadores.
Iporá é um dos pólos do oeste goiano e seus moradores pediram medidas que fizessem da cidade a responsável por um novo salto de desenvolvimento na região. O primeiro a falar sobre isso foi o diretor administrativo e financeiro do Detran-GO e ex-deputado estadual, Sandoval Moreira Mariano. “O poder público precisa estimular algum empreendedor de grande porte para ser o carro-chefe desse desenvolvimento.”
De acordo com Sandoval, a ida de uma grande empresa para Iporá fará com que outras empresas se instalem na cidade. Ele também sugeriu que o próximo governador criasse um plano de desenvolvimento específico para o oeste goiano. Sua idéia foi abraçada por outros participantes do encontro.
O empresário Angelo Macedo da Silva comentou que este “grande empreendedor” poderia ser da indústria láctea. “Os produtores da região vendem seus produtos por um preço baixo. Com uma indústria láctea aqui, o produto poderia ser beneficiado aqui mesmo e vendido por um preço mais elevado, trazendo mais benefícios para a Prefeitura, que poderia ser revertido em incentivos para trazer novas indústrias. E os produtores ganhariam mais”, disse.
O prefeito de Iporá, José Antônio (PMDB), comentou que a cidade precisaria de uma área para transformar em distrito industrial, para que este grande empreendedor pudesse se instalar. Ele disse que a prefeitura havia separado há algum tempo uma área de 21 alqueires para este fim, mas acabou destinando o espaço para a educação.
O deputado federal e presidente do PR em Goiás, Sandro Mabel, que coordena a caravana pelo interior do Estado, comentou que a recuperação de algumas rodovias é importante para reforçar Iporá como o pólo do oeste goiano. Ele cita, como exemplo, a ligação entre Iporá e Ivolândia.
Também em Iporá o vice-governador Ademir Menezes e o prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso, que estão juntos com Sandro Mabel na coordenação do MCG, sugeriram a criação de um consórcio entre os municípios para o meio ambiente. Entre outros objetivos, este consórcio ajudaria as prefeituras a bancar os custos com técnicos responsáveis por liberar obras de interesse econômico sem agredir a natureza.
“O Estado está sobrecarregado, é um volume de trabalho muito grande, enorme. E para uma prefeitura bancar sozinha um técnico fica caro. Mas se houver esse consórcio, fica mais em conta”, comentou Ademir.
Iporá é um dos pólos do oeste goiano e seus moradores pediram medidas que fizessem da cidade a responsável por um novo salto de desenvolvimento na região. O primeiro a falar sobre isso foi o diretor administrativo e financeiro do Detran-GO e ex-deputado estadual, Sandoval Moreira Mariano. “O poder público precisa estimular algum empreendedor de grande porte para ser o carro-chefe desse desenvolvimento.”
De acordo com Sandoval, a ida de uma grande empresa para Iporá fará com que outras empresas se instalem na cidade. Ele também sugeriu que o próximo governador criasse um plano de desenvolvimento específico para o oeste goiano. Sua idéia foi abraçada por outros participantes do encontro.
O empresário Angelo Macedo da Silva comentou que este “grande empreendedor” poderia ser da indústria láctea. “Os produtores da região vendem seus produtos por um preço baixo. Com uma indústria láctea aqui, o produto poderia ser beneficiado aqui mesmo e vendido por um preço mais elevado, trazendo mais benefícios para a Prefeitura, que poderia ser revertido em incentivos para trazer novas indústrias. E os produtores ganhariam mais”, disse.
O prefeito de Iporá, José Antônio (PMDB), comentou que a cidade precisaria de uma área para transformar em distrito industrial, para que este grande empreendedor pudesse se instalar. Ele disse que a prefeitura havia separado há algum tempo uma área de 21 alqueires para este fim, mas acabou destinando o espaço para a educação.
O deputado federal e presidente do PR em Goiás, Sandro Mabel, que coordena a caravana pelo interior do Estado, comentou que a recuperação de algumas rodovias é importante para reforçar Iporá como o pólo do oeste goiano. Ele cita, como exemplo, a ligação entre Iporá e Ivolândia.
Também em Iporá o vice-governador Ademir Menezes e o prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso, que estão juntos com Sandro Mabel na coordenação do MCG, sugeriram a criação de um consórcio entre os municípios para o meio ambiente. Entre outros objetivos, este consórcio ajudaria as prefeituras a bancar os custos com técnicos responsáveis por liberar obras de interesse econômico sem agredir a natureza.
“O Estado está sobrecarregado, é um volume de trabalho muito grande, enorme. E para uma prefeitura bancar sozinha um técnico fica caro. Mas se houver esse consórcio, fica mais em conta”, comentou Ademir.
Malha rodoviária deve ser uma das prioridades do próximo governador
Em Fazenda Nova, o vice-governador Ademir Menezes voltou a anunciar que o plano de governo que o PR está montando com base nas sugestões coletadas pela população que participa da caravana do Movimento Cresce Goiás (MCG) deve ser apresentado a partir de julho. Ele também apontou qual deve ser uma das prioridades deste plano: a malha rodoviária. É uma das principais reivindicações de quem participa das audiências do MCG.
Tudo começou com um comentário do vice-governador ao se apresentar na audiência do MCG na cidade, na manhã de terça-feira: “Tá duro chegar aqui em Fazenda Nova, isso causa prejuízo, encarece a produção.” Ele se referia à rodovia GO-418, entrada da cidade para quem vai pela GO-060 (Goiânia-Iporá). “O governador Alcides Rodrigues tem aplicado tudo o que é possível, mas ainda tem algumas que precisam passar por uma reforma urgente.” Todos concordaram e aplaudiram a fala do vice-governador.
Já o deputado federal Sandro Mabel, coordenador do MCG e presidente do PR em Goiás, citou as estradas que ligam Fazenda Nova a seus distritos, e disse que a situação é emergencial. “É algo que vocês precisam para hoje, para agora. Tem de recuperar é agora”, diz Mabel.
De acordo com Mabel e Ademir, o plano de governo a ser apresentado pelo PR está sendo preparado com base nas sugestões feitas pela população que tem participado ativamente da caravana do MCG nas cidades. Já foram 27 cidades visitadas e até o final de março pelo menos outras 16 também vão receber a caravana.
“Vamos apresentar um plano de governo que tenha o nosso jeito, que seja realmente a fotografia dos goianos, o que nós queremos a curto, médio e longo prazo”, disse Ademir.
Para Sandro Mabel, estrada boa é fundamental para o município atrair indústrias e empresas. Alguns moradores cobraram a instalação de um distrito industrial na cidade, em parceria com o Estado, mas para isso acontecer, como explicou o deputado federal, é preciso investir em infra-estrutura.
Alguns moradores comentaram que falta emprego na cidade, mas reconheceram que para isso acontecer é preciso infra-estrutura. Entretanto, acham que o poder público pode reforçar os programas e projetos de incentivos tanto para as pequenas e médias empresas como para os cidadãos.
Uma das propostas feitas pelo público durante a audiência foi o apoio à agricultura familiar. Sandro Mabel disse que esse tema será aprofundado nos próximos meses em debate organizado pela câmara de vereadores com a deputada estadual Cilene Guimarães.
O prefeito da cidade, Daniel do Zeca (PR), lembrou durante a audiência de uma emenda ao orçamento da União, proposta por Sandro Mabel, de R$ 150 para urbanização dos lagos e disse que isso ajuda muito para o desenvolvimento do município. “Era uma demanda antiga da população.”
Tudo começou com um comentário do vice-governador ao se apresentar na audiência do MCG na cidade, na manhã de terça-feira: “Tá duro chegar aqui em Fazenda Nova, isso causa prejuízo, encarece a produção.” Ele se referia à rodovia GO-418, entrada da cidade para quem vai pela GO-060 (Goiânia-Iporá). “O governador Alcides Rodrigues tem aplicado tudo o que é possível, mas ainda tem algumas que precisam passar por uma reforma urgente.” Todos concordaram e aplaudiram a fala do vice-governador.
Já o deputado federal Sandro Mabel, coordenador do MCG e presidente do PR em Goiás, citou as estradas que ligam Fazenda Nova a seus distritos, e disse que a situação é emergencial. “É algo que vocês precisam para hoje, para agora. Tem de recuperar é agora”, diz Mabel.
De acordo com Mabel e Ademir, o plano de governo a ser apresentado pelo PR está sendo preparado com base nas sugestões feitas pela população que tem participado ativamente da caravana do MCG nas cidades. Já foram 27 cidades visitadas e até o final de março pelo menos outras 16 também vão receber a caravana.
“Vamos apresentar um plano de governo que tenha o nosso jeito, que seja realmente a fotografia dos goianos, o que nós queremos a curto, médio e longo prazo”, disse Ademir.
Para Sandro Mabel, estrada boa é fundamental para o município atrair indústrias e empresas. Alguns moradores cobraram a instalação de um distrito industrial na cidade, em parceria com o Estado, mas para isso acontecer, como explicou o deputado federal, é preciso investir em infra-estrutura.
Alguns moradores comentaram que falta emprego na cidade, mas reconheceram que para isso acontecer é preciso infra-estrutura. Entretanto, acham que o poder público pode reforçar os programas e projetos de incentivos tanto para as pequenas e médias empresas como para os cidadãos.
Uma das propostas feitas pelo público durante a audiência foi o apoio à agricultura familiar. Sandro Mabel disse que esse tema será aprofundado nos próximos meses em debate organizado pela câmara de vereadores com a deputada estadual Cilene Guimarães.
O prefeito da cidade, Daniel do Zeca (PR), lembrou durante a audiência de uma emenda ao orçamento da União, proposta por Sandro Mabel, de R$ 150 para urbanização dos lagos e disse que isso ajuda muito para o desenvolvimento do município. “Era uma demanda antiga da população.”
terça-feira, 2 de março de 2010
Agenda dos próximos debates
Fique por dentro da agenda de encontros do Movimento Cresce Goiás. Até o final de março, mais 35 cidades serão visitadas pela frente de debates. Participe e contribua com idéias e sugestões para fazer o nosso Goiás melhor!
Dia 04/03/2010: Novo Gama (15h) e Cidade Ocidental (19h)
Dia 05/03/2010: Santa Helena (09h)
Dia 08/03/2010: Silvânia (15h) e Anápolis (19h)
Dia 11/03/2010: Catalão (09h), Cristalina (15h) e Pires do Rio (19h)
Dia 12/03/2010: Morrinhos (09h) e Corumbaíba (15h)
Dia 13/03/2010: Aparecida de Goiânia (09h), Itaberaí (15h) e Itapuranga (19h)
Dia 15/03/2010: Crominia (15h) e Mairipotaba (19h)
Dia 22/03/2010: Hidrolândia (19h)
Dia 26/03/2010: Campinorte (15h) e Formoso (19h)
Dia 27/03/2010: Minaçu (09h) e Goianésia (18h)
O MCG também recebe as reivindicações por meio de comunidade no Orkut - http://bit.ly/9cHs1V. Participe do nosso fórum: sua opinião é muito importante para construirmos políticas pautadas nas necessidades de cada região.
Dia 04/03/2010: Novo Gama (15h) e Cidade Ocidental (19h)
Dia 05/03/2010: Santa Helena (09h)
Dia 08/03/2010: Silvânia (15h) e Anápolis (19h)
Dia 11/03/2010: Catalão (09h), Cristalina (15h) e Pires do Rio (19h)
Dia 12/03/2010: Morrinhos (09h) e Corumbaíba (15h)
Dia 13/03/2010: Aparecida de Goiânia (09h), Itaberaí (15h) e Itapuranga (19h)
Dia 15/03/2010: Crominia (15h) e Mairipotaba (19h)
Dia 22/03/2010: Hidrolândia (19h)
Dia 26/03/2010: Campinorte (15h) e Formoso (19h)
Dia 27/03/2010: Minaçu (09h) e Goianésia (18h)
O MCG também recebe as reivindicações por meio de comunidade no Orkut - http://bit.ly/9cHs1V. Participe do nosso fórum: sua opinião é muito importante para construirmos políticas pautadas nas necessidades de cada região.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Itaguaru quer impedir fuga dos jovens para grandes centros
A caravana do Movimento Cresce Goiás (MCG) esteve na tarde de sábado, dia 27, em Itaguaru, a 115 km de Goiânia, e reuniu mais de 400 pessoas no Salão Paroquial da cidade. O evento, organizado localmente pelo ex-prefeito e presidente do PR da região Eurípedes Potenciano e pelos vereadores Chitãozinho e Zudimar Borges, contou com expressiva participação popular.
Foram várias as reivindicações dos moradores por projetos que promovam o desenvolvimento do município. Temas como habitação e emprego dominaram o debate. Além disso, a população pediu também por obras de infraestrutura, como o asfaltamento da estrada que liga o município à Heitoraí e a recuperação da rodovia que os liga à Itaguari.
As autoridades presentes escutaram também da população diversos relatos de um medo em comum: a fuga dos jovens moradores para os grandes centros urbanos em busca de oportunidades de emprego.
“Nossos jovens vão trabalhar em Goiânia. Só os pais que ficam aqui. Eu tenho quatro filhos e nenhum mora mais aqui. A cidade precisa de emprego para dar pra eles. Senão vão embora”, lamentou o aposentado Valdir Gonçalves de Souza, 59 anos.
Outra que aproveitou a proximidade com as autoridades políticas locais e regionais para pedir apoio na tentativa de frear o êxodo de jovens foi a professora Maria Abadia Ferreira Silva, 51. Ela tem uma filha de 10 anos e teme que quando a filha for maior de idade não encontre boas oportunidades de vida na cidade.
“Eu sou nascida e criada aqui, amo esta cidade e quero minha família feliz nela. Mas para isso a gente precisa de emprego para os jovens. O sonho da minha filha é ser médica. E o meu é que ela seja médica aqui. Mas a cidade tem de oferecer condições de trabalho. Senão a gente vai ficar conhecido como uma cidade de aposentados”, comentou.
Para os dois, Itaguaru é uma cidade que não tem uma boa fonte de empregos - reclamação endossada pelo vereador Chitãozinho, um dos organizadores do debate na cidade. “Precisa trazer uma indústria para cá, mas para isso sei que precisa também melhorar a infraestrutura, arrumando as estradas para Jaraguá, Itaguari e Uruana, senão fica difícil”, disse a professora.
O vice-governador Ademir Menezes, um dos coordenadores do MCG ao lado do presidente do PR em Goiás, deputado federal Sandro Mabel, e do prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso, disse que os municípios precisam articular com o Estado formas de incentivos que atraiam as indústrias de pequeno e médio porte.
“Sem o apoio do Estado, o município não consegue fazer isso. E 80% dos empregos no interior do Estado são gerados pela pequena e média empresa. O Estado tem de investir, seja ajudando na construção de um distrito industrial, de balcões, da forma como for e o município tem de saber qual o seu potencial, em qual área tem de pedir apoio”, explicou.
Na administração de Ademir, a cidade de Aparecida de Goiânia conseguiu atrair diversas empresas, aumentando substancialmente a quantidade de vagas de emprego e, assim, evitando a saída dos aparecidenses para a capital do Estado e tirando de Aparecida a pecha de ‘cidade-dormitório’.
A ida do MCG ao município foi muito elogiada pelos participantes. “O PR está ensinando a população a cobrar dos políticos. Eu estou aprendendo isso agora, vindo aqui e tendo a chance de falar com vocês”, disse Valdir. O presidente do PR local, Eurípedes Potenciano, comentou que o partido tem muita coragem ao abrir espaço para a população se manifestar, sem medo do que vai escutar.
Já a professora Maria Abadia comentou que o PR está se diferenciando dos outros partidos. “Todos os partidos tomam suas decisões de cima para baixo. O PR está fazendo diferente, de baixo pra cima, ouvindo a população para montar um plano de governo. Isso com certeza vai fazer muita diferença.”
Foram várias as reivindicações dos moradores por projetos que promovam o desenvolvimento do município. Temas como habitação e emprego dominaram o debate. Além disso, a população pediu também por obras de infraestrutura, como o asfaltamento da estrada que liga o município à Heitoraí e a recuperação da rodovia que os liga à Itaguari.
As autoridades presentes escutaram também da população diversos relatos de um medo em comum: a fuga dos jovens moradores para os grandes centros urbanos em busca de oportunidades de emprego.
“Nossos jovens vão trabalhar em Goiânia. Só os pais que ficam aqui. Eu tenho quatro filhos e nenhum mora mais aqui. A cidade precisa de emprego para dar pra eles. Senão vão embora”, lamentou o aposentado Valdir Gonçalves de Souza, 59 anos.
Outra que aproveitou a proximidade com as autoridades políticas locais e regionais para pedir apoio na tentativa de frear o êxodo de jovens foi a professora Maria Abadia Ferreira Silva, 51. Ela tem uma filha de 10 anos e teme que quando a filha for maior de idade não encontre boas oportunidades de vida na cidade.
“Eu sou nascida e criada aqui, amo esta cidade e quero minha família feliz nela. Mas para isso a gente precisa de emprego para os jovens. O sonho da minha filha é ser médica. E o meu é que ela seja médica aqui. Mas a cidade tem de oferecer condições de trabalho. Senão a gente vai ficar conhecido como uma cidade de aposentados”, comentou.
Para os dois, Itaguaru é uma cidade que não tem uma boa fonte de empregos - reclamação endossada pelo vereador Chitãozinho, um dos organizadores do debate na cidade. “Precisa trazer uma indústria para cá, mas para isso sei que precisa também melhorar a infraestrutura, arrumando as estradas para Jaraguá, Itaguari e Uruana, senão fica difícil”, disse a professora.
O vice-governador Ademir Menezes, um dos coordenadores do MCG ao lado do presidente do PR em Goiás, deputado federal Sandro Mabel, e do prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso, disse que os municípios precisam articular com o Estado formas de incentivos que atraiam as indústrias de pequeno e médio porte.
“Sem o apoio do Estado, o município não consegue fazer isso. E 80% dos empregos no interior do Estado são gerados pela pequena e média empresa. O Estado tem de investir, seja ajudando na construção de um distrito industrial, de balcões, da forma como for e o município tem de saber qual o seu potencial, em qual área tem de pedir apoio”, explicou.
Na administração de Ademir, a cidade de Aparecida de Goiânia conseguiu atrair diversas empresas, aumentando substancialmente a quantidade de vagas de emprego e, assim, evitando a saída dos aparecidenses para a capital do Estado e tirando de Aparecida a pecha de ‘cidade-dormitório’.
A ida do MCG ao município foi muito elogiada pelos participantes. “O PR está ensinando a população a cobrar dos políticos. Eu estou aprendendo isso agora, vindo aqui e tendo a chance de falar com vocês”, disse Valdir. O presidente do PR local, Eurípedes Potenciano, comentou que o partido tem muita coragem ao abrir espaço para a população se manifestar, sem medo do que vai escutar.
Já a professora Maria Abadia comentou que o PR está se diferenciando dos outros partidos. “Todos os partidos tomam suas decisões de cima para baixo. O PR está fazendo diferente, de baixo pra cima, ouvindo a população para montar um plano de governo. Isso com certeza vai fazer muita diferença.”
Moradores cobram infra-estrutura para evitar decadência da cidade
Em Rubiataba, o auditório da Câmara Municipal ficou pequena para cerca de 100 pessoas que acompanharam a audiência do Movimento Cresce Goiás, na manhã de sábado, dia 27. A preocupação dos moradores presentes girou em torno da possibilidade de decadência da cidade caso não haja investimentos urgentes em infra-estrutura. Principalmente na recuperação e criação de rodovias e na formação de um distrito industrial com incentivos às pequenas empresas.
Fazendo coro às declarações do prefeito José Luiz Fernandes (PP), vereadores e representantes da sociedade civil organizada, falaram que a cidade cresceu nos últimos anos, se tornou o pólo daquela região e conta com instituição de ensino superior, hospital público e atividades industriais e empresariais diversas, como o setor sucroalcooleiro e moveleiro.
Mas sem estradas em boas condições e sem um distrito industrial, a cidade está perdendo espaço para os vizinhos. “É uma questão de logística. É mais vantajoso para uma empresa se instalar em Nova Glória, que fica mais perto da BR-153, do que aqui, que fica a 30 km. Por isso precisamos de uma boa infra-estrutura, para que Rubiataba deixe de ser uma cidade no meio para ser uma cidade de ponta”, disse o prefeito.
Vereadores pediram o asfaltamento da estrada que liga a cidade até Ceres e a criação de uma rodovia que os ligue até Mozarlândia. Além da recuperação das estradas já existentes. “Estrada em má condição não é ruim só para as indústrias, é para todos. É um perigo para os estudantes de outras cidades que vem estudar aqui. Eles acabam preferindo ir para outra cidade”, disse Zita Pires de Andrade, diretora do Cesur, instituto de ensino superior que oferece diversos cursos na cidade.
Ela dá outro exemplo que prejudicou Rubiataba ao falar do caso de Morro Agudo, ex-distrito da cidade, que ao se emancipar preferiu se aproximar de Nova América, porque a rodovia é melhor até lá. “Estamos perdendo espaço para outras cidades, mesmo aqui sendo uma cidade boa”, lamenta.
O secretário municipal de Governo e Planejamento, Gilson Luiz Vieira, comentou que Rubiataba já foi a capital moveleira do Estado, com 80 empresas no setor. “Hoje temos apenas 30. Por causa da falta de estrutura e de apoio do poder público estadual. Eu mesmo tive de fechar a minha empresa por isso.”
Já o secretário municipal de Indústria e Comércio, Jamel Khider, contou que uma empresa que estava em Goiânia procurou a Prefeitura de Rubiataba para se instalar ali, mas acabou preferindo outra cidade por causa dos incentivos maiores. “A gente ofereceu redução nos impostos, mas eles queriam também meio alqueire de área e ajuda na construção do galpão e a gente não tinha como dar isso.”
O vice-governador do Estado, Ademir Menezes, um dos coordenadores da caravana do MCG ao lado do presidente do PR em Goiás, o deputado federal Sandro Mabel, e do prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso, ressaltou que Estado e Prefeitura devem atuar juntos para atrair as indústrias. “É fundamental que o município tenha um estudo, um levantamento que aponte qual seu potencial, em que áreas deve investir e o Estado então tem de dar o suporte para que a cidade possa investir nisso. Sozinho, o município não consegue fazer isso.” Para Ademir, é fundamental para o gestor estadual ter essa preocupação, com os ouvidos abertos para a população e de braços dados com as prefeituras.
A caravana do MCG foi alvo de diversos elogios durante a audiência. “Nunca vi isso antes, um partido vir até a população e deixar ela falar o que quiser. Mostra o amadurecimento do partido e que o pessoal do PR está disposto a fazer algo com base no que a população anseia e não algo que vem de cima pra baixo”, comentou Jamel Khedir.
Fazendo coro às declarações do prefeito José Luiz Fernandes (PP), vereadores e representantes da sociedade civil organizada, falaram que a cidade cresceu nos últimos anos, se tornou o pólo daquela região e conta com instituição de ensino superior, hospital público e atividades industriais e empresariais diversas, como o setor sucroalcooleiro e moveleiro.
Mas sem estradas em boas condições e sem um distrito industrial, a cidade está perdendo espaço para os vizinhos. “É uma questão de logística. É mais vantajoso para uma empresa se instalar em Nova Glória, que fica mais perto da BR-153, do que aqui, que fica a 30 km. Por isso precisamos de uma boa infra-estrutura, para que Rubiataba deixe de ser uma cidade no meio para ser uma cidade de ponta”, disse o prefeito.
Vereadores pediram o asfaltamento da estrada que liga a cidade até Ceres e a criação de uma rodovia que os ligue até Mozarlândia. Além da recuperação das estradas já existentes. “Estrada em má condição não é ruim só para as indústrias, é para todos. É um perigo para os estudantes de outras cidades que vem estudar aqui. Eles acabam preferindo ir para outra cidade”, disse Zita Pires de Andrade, diretora do Cesur, instituto de ensino superior que oferece diversos cursos na cidade.
Ela dá outro exemplo que prejudicou Rubiataba ao falar do caso de Morro Agudo, ex-distrito da cidade, que ao se emancipar preferiu se aproximar de Nova América, porque a rodovia é melhor até lá. “Estamos perdendo espaço para outras cidades, mesmo aqui sendo uma cidade boa”, lamenta.
O secretário municipal de Governo e Planejamento, Gilson Luiz Vieira, comentou que Rubiataba já foi a capital moveleira do Estado, com 80 empresas no setor. “Hoje temos apenas 30. Por causa da falta de estrutura e de apoio do poder público estadual. Eu mesmo tive de fechar a minha empresa por isso.”
Já o secretário municipal de Indústria e Comércio, Jamel Khider, contou que uma empresa que estava em Goiânia procurou a Prefeitura de Rubiataba para se instalar ali, mas acabou preferindo outra cidade por causa dos incentivos maiores. “A gente ofereceu redução nos impostos, mas eles queriam também meio alqueire de área e ajuda na construção do galpão e a gente não tinha como dar isso.”
O vice-governador do Estado, Ademir Menezes, um dos coordenadores da caravana do MCG ao lado do presidente do PR em Goiás, o deputado federal Sandro Mabel, e do prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso, ressaltou que Estado e Prefeitura devem atuar juntos para atrair as indústrias. “É fundamental que o município tenha um estudo, um levantamento que aponte qual seu potencial, em que áreas deve investir e o Estado então tem de dar o suporte para que a cidade possa investir nisso. Sozinho, o município não consegue fazer isso.” Para Ademir, é fundamental para o gestor estadual ter essa preocupação, com os ouvidos abertos para a população e de braços dados com as prefeituras.
A caravana do MCG foi alvo de diversos elogios durante a audiência. “Nunca vi isso antes, um partido vir até a população e deixar ela falar o que quiser. Mostra o amadurecimento do partido e que o pessoal do PR está disposto a fazer algo com base no que a população anseia e não algo que vem de cima pra baixo”, comentou Jamel Khedir.
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